terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O documento que lutamos para não ter

Nossa vida é pautada por documentos, que nada mais são do que declarações para outrem de que nós somos nós mesmos, tais como RG e CPF, ou, declarações de que temos algumas habilidades, tais como CNH, diplomas e certificados. Sem os documentos é impossível viver em qualquer civilização, e em geral, lutamos muito para consegui-los.

Qual de nós já não comemorou a conquista de alguns desses documentos? A felicidade de ser aprovado no exame de direção para conseguir a tão cobiçada Carteira Nacional de Habilitação é um exemplo. E em relação a diplomas, todos nós já nos sentimos orgulhosos por terminar algum curso, seja de aperfeiçoamento, graduação ou até mesmo pós-graduação. São marcos na vida de qualquer um.

Caros amigos, existe, porém, pelo menos um documento pelo qual lutamos muito para não ter. Trata-se da certidão de óbito de algum ente querido. Eu já assinei meu diploma de Mestrado, com muito orgulho, mas, também tive que assinar a certidão de óbito do meu filho, de apenas três anos de idade, após muita luta, muita dedicação para que não precisasse fazer isso. Mas não teve outro jeito.

Ao preencher uma ficha com os dados que constarão na certidão de óbito, existe um campo assim: Deixou bens? Deixou herdeiros? Foi instantâneo, tive vontade de puxar um quadradinho e escrever "Deixou saudades, muitas saudades".

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